O Metropolitano de Londres concordou em pagar 7.500 libras a Aisha Jung, mulher de 53 anos, por prisão injusta e agressões ligadas a uma manifestação contra a Gaza em Trafalgar Square, em novembro de 2023. Jung estava com o marido e dois filhos quando foi detida por exibir uma faixa com a frase apartheid Israel, what a cuntry.
A prisão ocorreu após a polícia cercar Jung, exigir que abaixasse o cartaz e levá-la à delegacia de Bromley. Ela foi entrevistada sob suspeita de crime religioso ou racial, teve impressões digitais, foto e DNA coletados e foi mantida até as 4h, em liberdade condicionada. Não houve acusação formal.
O acordo contempla indenização por prisão falsa, agressão e responsabilidade pública. Jung afirma ter passado por noites em claro, temendo ir a tribunal e o impacto para sua atuação como membro de conselho escolar. Ela pediu que o episódio não se repita, destacando direito a protestar pacificamente.
Acordo e fatos do processo
Segundo a defesa, Jung já havia participado de uma manifestação idêntica duas semanas antes, sem incidentes, com o mesmo cartaz. Afirmam que a abordagem policial foi desproporcional e que a sentença judicial não foi apresentada.
A HPCR e o conjunto de direitos humanos foram acionados pela defesa para avaliar a atuação policial. A polícia reconheceu que houve falhas e informou que buscará diretrizes adicionais para orientar decisões futuras durante protestos.
Reações e contexto institucional
Jung ressalta que protestos pacíficos não devem ser silenciados e que suas ações não violaram leis. O acordo foi recebido como reconhecimento de erro e de necessidade de evitar abusos na aplicação da lei durante manifestações.
A Met tem dito que o policiamento de protestos é complexo e não há uma lista fixa do que é crime. Em caso de falhas, a instituição afirma que aprende com o erro e aprimora orientações para melhorar a tomada de decisão policial.
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