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Chefe da missão de resgate de María Corina Machado diz ter sido de alto risco

Operação liderada por Bryan Stern retirou María Corina Machado de Caracas, via Caribe e Curazao, até Oslo; financiamento privado e acompanhamento da Casa Branca

O. G.
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Bryan Stern, veterano de guerra dos EUA, coordena a Grey Bull Rescue, empresa de resgates de americanos e aliados em zonas de conflito. A operação que levou Maria Corina Machado para fora da Venezuela ocorreu há cerca de 48 horas, segundo Stern.

Machado, oposicionista ao governo de Nicolás Maduro, deixou Caracas com dois acompanhantes em uma travessia complexa. O grupo venceu vários controles no caminho até a costa venezuelana, partiu para Curazao em uma embarcação de apoio e rumou a Oslo, na Noruega.

Segundo relatos, a saída começou na tarde de segunda-feira e houve dificuldades de navegação. A equipe não utilizou GPS durante parte da jornada pela turbulência no Caribe, conforme apurações do The Wall Street Journal.

Ao chegar a Curazao, Machado foi embarcada em um avião privado com destino a Oslo para receber o Prêmio Nobel da Paz. A operação foi privada e financiada por doadores, sem participação direta do governo dos EUA, de acordo com Stern.

A missão, apresentada por Stern como uma das mais complexas, envolveu remoção segura da líder venezuelana de um refúgio que ela mantinha há mais de um ano. A Casa Branca teria acompanhado o desenrolar do resgate, segundo o jornal americano.

A Grey Bull Rescue foi fundada em 2021, após a queda de Kabul. Stern afirma ter conduzido operações em 70 países, resgatando cerca de 8 mil pessoas, com equipes de apoio ao redor do mundo.

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