O ataque terrorista contra judeus ocorrido no domingo 14, na praia de Bondi, em Sydney, deixou 15 mortos e ao menos 29 feridos durante a celebração de Hanukkah. Dois homens armados — pai e filho — foram os responsáveis, segundo autoridades. Flores foram colocadas em homenagem às vítimas.
Entre as vítimas estavam uma menina de 10 anos, um sobrevivente do Holocausto radicado na Austrália, Alexander Kleytman, e um policial aposentado que atuava como fotógrafo da festa. O atentado foi classificado como antissemita pela investigação inicial.
Morador da região, o pastor Brian Houston, fundador da Hillsong Church, relatou ter visto a movimentação de emergência pela janela de casa e pediu orações pela comunidade de Bondi. A arcebispa anglicana de Sydney, Kanishka Raffel, repudiou a violência e ofereceu apoio à população judaica.
Reações de lideranças religiosas
O reverendo Martin Morgan, reitor da Igreja Anglicana de Bondi, informou que fiéis que deixavam o templo viram pessoas correndo para escapar dos disparos e buscaram abrigo na igreja, onde permaneceram cerca de 40 minutos. Morgan ressaltou o crescimento de antijudaísmo na região.
O arcebispo católico Anthony Fisher afirmou que o ataque reflete o aumento do antissemitismo na Austrália e criticou a normalização de discursos hostis. Ele reiterou a solidariedade dos cristãos à comunidade judaica e destacou laços históricos entre as religiões.
Contexto nacional
Dados da Organização Sionista Mundial e da Agência Judaica indicam elevação de 387% em incidentes antissemitas na Austrália entre 2022 e 2024. Em janeiro, houve incêndios, pichações, símbolos nazistas e depredação de propriedades judaicas. Aproximadamente 117 mil judeus vivem no país, concentrados em Sydney e Melbourne.
O ataque reacende debates sobre segurança e combate ao ódio religioso, demandando ações firmes para conter a radicalização. Fontes: Christian Daily International e Reuters.
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