No último ano, milhares de sírios retornaram ao país, mesmo diante de ruínas e insegurança. Estima-se que até 1,2 milhão de refugiados voltaram desde dezembro de 2024, principalmente vindos da Turquia, Líbano e Jordânia. Outros quase 2 milhões retornaram a suas cidades de origem. Aleppo concentra grande parte desse movimento.
A reconstrução acelera, mas os desafios são enormes. A economia foi fortemente atingida pela guerra, com queda superior a 50% do PIB e desvalorização da moeda. Infraestruturas básicas permanecem deterioradas e serviços de saúde apresentam carência de investimentos.
Entre os retornados, muitos relatam voltar para reerguer famílias e negócios. Na prática, isso envolve desde abrir pequenos empreendimentos até reconstruir moradias com recursos limitados. Em Aleppo, foram criados pequenos postos comerciais como parte da recuperação local.
O deslocamento interno persiste como entrave. Cidades e áreas sob controle do governo enfrentam escassez de empregos, habitação e energia. O custo da reconstrução é estimado em cerca de 200 bilhões de dólares, segundo o Banco Mundial, com críticas à subestimação do valor.
ACNUR aponta dois grandes obstáculos ao retorno sustentável: falta de moradia estável e escassez de empregos formais. Também há preocupações com a documentação e com a segurança em áreas antes confrontadas por hostilidades.
Na prática, o ritmo de retorno supera registros anteriores de outros conflitos, mas a sustainableia depende de acordos internacionais, alívio de sanções e investimentos privados. A ONU e agências assistenciais monitoram a situação de perto para evitar novas crises humanitárias.
Entre na conversa da comunidade