Keir Starmer reafirmou neste terça-feira apoio a Kyiv e condicionou qualquer acordo com a Rússia a garantias militares robustas. A postura acontece em meio à pressão dos EUA por um plano de paz apoiado por Trump. Londres sinaliza disposição de integrar tropas a forças multinacionais, desde que haja respaldo ocidental claro.
O chefe da MI6, Blaise Metheweli, alertou que Vladimir Putin busca termos favoráveis e está conduzindo as negociações de forma prolongada. As informações foram divulgadas durante pronunciamento à imprensa britânica. Segundo ele, a percepção de boa-fé de Moscou é contestável.
Em Berlim, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy participou de conversas com autoridades alemãs e com representantes de Paris, Bruxelas e Washington. Ele defendeu garantias semelhantes às previstas no Artigo 5 da OTAN e discutiu novas possibilidades de forças multinacionais com apoio ocidental. O objetivo é assegurar defesa coletiva para Kyiv.
Antes dos encontros, Starmer discursou para a comissão de ligação do parlamento. O premiê britânico enfatizou que paz sem garantias duras pode falhar, citando histórico europeu de acordos fracassados. Em paralelo, líderes europeus trabalham para definir o papel de instrumentos de defesa europeus e coordenação com os EUA.
Garantias de segurança e participação britânica
Zelenskyy também avaliou publicamente a evolução das negociações, destacando avanços porém ressaltando a importância de compromissos concretos. A coalizão de países dispostos a agir no âmbito ocidental é citada como elemento-chave para sustentar qualquer acordo. O Reino Unido reforça a disposição de contribuir com tropas, desde que haja apoio logístico de Washington.
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