Em Berlim, o presidente ucraniano Volodímir Zelenski e emisários de Donald Trump se reuniram com o chanceler alemão Friedrich Merz. O encontro, aberto a representantes europeus, tratou de garantias de segurança para a Ucrânia e de possíveis renúncias territoriais condicionadas a salvaguardas. A reunião buscou evitar que acordos ocorram sem participação de Kiev e de aliados europeus.
Merz convocou Zelenski e os convidados para discutir um mapa de garantias de não invasão e a eventual desmilitarização de áreas na região de Donbass. A meta é assegurar proteção suficiente para desincentivar novas ofensivas russas, mantendo condições para negociações futuras.
Zelenski sinalizou abertura a mecanismos de proteção similares ao Artigo 5 da OTAN, em vez de adesão plena à aliança. O foco recai também sobre a possibilidade de criar uma zona desmilitarizada em Donbass, com orientações condicionadas a garantias de segurança por parte da Europa e dos Estados Unidos.
Participantes e pauta
- Elementos: Zelenski; Steve Witkoff, principal emissário de Trump; Jared Kushner, yerno do presidente americano; Friedrich Merz, chanceler da Alemanha.
- A reunião enfatizou garantias de que a Rússia não ataque novamente e discutiu concessões territoriais sob salvaguardas de segurança.
- A agenda contempla um plano de 28 pontos elaborado por Witkoff e Kirill Dmitriev, com pressões para rearmar Europa.
Contexto e desdobramentos
- A cúpula europeia prevista envolve líderes de diversos países, em especial a França e o Reino Unido, com foco na resposta a novas propostas de paz.
- A expectativa é que a União Europeia decida, em breve, sobre o uso de ativos russos congelados para apoiar a Ucrânia.
- O cenário externo envolve negociações entre Zelenski, aliados europeus e representantes de Washington, diante de pressões para fechar acordos em benefício de garantias de segurança.
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