Após encontros em Berlim entre representantes dos EUA, da Ucrânia e líderes europeus, as negociações sobre um acordo de paz com a Rússia seguem em andamento, com avanços limitados e questões cruciais ainda sem solução.
Os protagonistas do encontro discutiram garantias de segurança que poderiam acompanhar um eventual acordo de paz. O objetivo é definir instrumentos que impeçam nova agressão e ofereçam suporte econômico a Kyiv. O grupo europeu divulgou uma declaração conjunta com itens considerados centrais pelas partes.
Entre os signatários da declaração, estavam líderes do Reino Unido, França, Alemanha, Itália e mais oito países europeus. Eles afirmaram que o pacote de garantias deveria incluir proteção robusta a Ucraina e medidas de reconstrução, em contexto de fim do conflito.
A delegação norte-americana foi coordenada por Steve Witkoff, com a participação de Jared Kushner, assessor próximo ao ex-presidente. Segundo informações oficiais, a abordagem é de “dinâmica de shuttle diplomacy” — ida e volta entre as partes — para avançar posições.
Ainda não está claro se a Rússia aceitará o conjunto de garantias proposto. Moscou já sinalizou resistência a tropas da Otan atuando diretamente em território ucraniano, o que permanece como linha vermelha para o Kremlin.
Um foco dos encontros foi o futuro do território ocupado pela Rússia. Conversas indicaram a ideia de transformar áreas sob ocupação em zonas econômicas especiais, mas Kyiv não sinalizou disposição para ceder soberania, o que dificulta um acordo.
Segundo fontes próximas às negociações, Washington considera estar próximo de um acordo em termos de garantias, mas reconhece que as questões mais difíceis continuam sem resolução. Não houve confirmação de data para assinatura ou cessar-fogo definitivo.
Entre na conversa da comunidade