O COP 30 encerrou em novembro sem um roteiro claro para a eliminação de combustíveis fósseis e sem avanços relevantes nas promessas nacionais de redução de gases do efeito estufa. As políticas atuais são consideradas insuficientes para manter a temperatura global dentro de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.
Um estudo do MIT, o Global Change Outlook 2025, compara dois cenários: Tendência Atual e Ações Aceleradas. O objetivo é mostrar consequências de manter políticas hoje versus adotar medidas mais firmes para estabilizar o clima em 1,5°C.
Cenários e caminhos de ação
Segundo o relatório, sob Tendência Atual as emissões globais podem permanecer elevadas, com aumento em 25 anos. Já sob Ações Aceleradas, espera-se queda de 60% nas emissões até 2050, apontando para uma trajetória compatível com 1,5°C.
Projeções de energia e eletricidade
Entre 2025 e 2050, a demanda global por energia pode subir 17% no Tendência Atual, com maior expansão de vento e solar. Em Ações Aceleradas, a demanda cai 16%, mas a geração de eletricidade cresce mais, com o peso de fontes renováveis ampliado.
Emissões e impactos climáticos
A redução de emissões sob Tendência Atual fica em torno de 10% até 2050, voltando a subir depois. Em Ações Aceleradas, a queda atinge 60%. A temperatura média mundial poderia chegar a 1,62°C em 2050 com Tendência Atual e 1,56°C com Ações Aceleradas, segundo o estudo.
Implicações para sustentabilidade
Políticas alinhadas a Ações Aceleradas podem melhorar disponibilidade de água, biodiversidade, qualidade do ar e saúde, ao combinar metas climáticas com objetivos ambientais. A análise destaca a importância de reduzir dependência de fósseis e fortalecer cadeias de suprimento globais.
Ferramentas e próximos passos
O relatório apresenta uma plataforma de visualização de dados para mapear condições climáticas, socioeconômicas e demográficas, ajudando governos, empresas e sociedade civil a entender cenários futuros. A equipe do MIT ressalta a necessidade de decisões informadas para mitigar riscos.
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