A União Britânica vai emitir instruções formais para transferir 2,5 bilhões de libras da venda do Chelsea FC de Roman Abramovich para causas humanitárias na Ucrânia. A medida exige que o bilionário britânico cumpra a finalidade; caso contrário, poderá enfrentar ação judicial.
Keir Starmer informou à Câmara dos Comuns que os recursos, vinculados a Abramovich, serão convertidos em uma nova fundação para a Ucrânia. A licença para a transferência seria a última oportunidade de conformidade antes de medidas legais.
A venda do Chelsea ocorreu em 2022, sob pressão do governo britânico após a invasão russa. O dinheiro ficou numa conta britânica controlada pela Fordstam, empresa do milliardário, e foi congelado após impasse sobre uso exclusivo na Ucrânia ou possibilidade de destinação externa.
Detalhes da transferência e condição legal
O governo planeja criar uma fundação para destinar os fundos, com Mike Penrose à frente, ex-chefe da Unicef UK. Ministérios têm reiterado que buscam acordo com Abramovich há anos e que cooperação é necessária para o efetivo repasse.
Contexto internacional
Relatórios do Guardian em março indicaram que ministros viam como provável a necessidade de ação legal para acessar o dinheiro. A notícia ocorre num momento de avanços nas negociações sobre paz entre Ucrânia e Rússia, com apoio dos EUA em Berlin e planos da UE para usar ativos russos congelados para financiar a Ucrânia.
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