O debate sobre a segurança europeia ganha novas vozes. Um modelo para segurança sustentável sem dissuasão nuclear ou capacidades militares ofensivas é apresentado como alternativa. O autor principal é Dr Ian Davis, diretor da Nato Watch, com contribuições de Prof Michael Rustin e Jon Duke.
Davis defende que a Europa precisa planejar um caminho após a Nato, indo além de propostas tradicionais de segurança. A ideia envolve reduzir a dependência de deterrência nuclear e evitar um retorno a estruturas de poder dominantes, focando em resiliência social e defesa por negação.
A proposta sugere aprender com estados neutrais como Áustria, Irlanda e Suíça, bem como com modelos de segurança humana desenvolvidos pela ONU e por países nórdicos. O objetivo é criar uma arquitetura europeia transparente, baseada na criatividade humana e na solidariedade, sem depender de superioridade militar absoluta.
No texto, Freedland é citado ao discutir a atuação do governo dos EUA na Europa, incluindo apoio a partidos de extrema direita. Também surge a pergunta sobre as estratégias da Rússia e o interesse de Putin em enfraquecer a UE, segundo o artigo, sem apresentar juízos de valor.
Uma visão dissidente sobre a guerra na Ucrânia é mencionada, sustentando que a ofensiva teve relação com a expansão da Nato após o fim da Guerra Fria. A sugestão é buscar uma relação construtiva entre UE e Rússia, incluindo a aceitação de uma Ucrânia neutra como premissa para a estabilidade regional.
Duke destaca críticas à política de defesa de Keir Starmer, sugerindo que a Europa precisa discutir alianças de defesa sem depender exclusivamente dos EUA. A ideia é aumentar o fluxo de recursos para a integração do Fundo de Defesa Europeu e considerar serviço militar em países como França e Alemanha, citando paralelos com medidas de segurança.
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