Donald Trump indicou Francis L. Donovan, tenente-general dos Fuzileiros Navais, para chefiar o Comando Sul dos EUA, responsável pela América Central e do Sul e parte do Caribe. A nomeação foi anunciada pelo Pentágono na sexta-feira, 19, e depende da confirmação do Senado.
Donovan pode suceder o almirante Alvin Holsey, que informou que deixaria o cargo em 12 de dezembro para se aposentar. A indicação ocorre em meio a tensões entre os EUA e a Venezuela e a pressão de intervencionismo atribuída a Washington.
O Comando Sul tem sido apontado pela imprensa como encarregado de operações no Pacífico e no Caribe, incluindo ações contra embarcações ligadas ao narcotráfico. Em certa medida, tais ações elevaram o contraste entre as políticas de combate ao tráfico e as críticas internacionais.
O contexto envolve a Venezuela, denunciada por Washington como alvo de um complô interno, com acusações de narcotráfico. Além disso, o governo americano anunciou sanções contra familiares de um dirigente venezuelano detido nos EUA em 2017.
Trump também sinalizou, em entrevista a uma rede norte‑americana, que não descarta uma guerra contra a Venezuela caso persista a tensão. O presidente reiterou medidas de pressão, como bloqueio a navios petroleiros.
O Conselho de Segurança da ONU deverá se reunir para discutir o impasse entre as duas nações, após o anúncio de novas sanções e bloqueios. O governo dos EUA afirma combater o que considera tráfico e corrupção no regime venezuelano.
Fontes oficiais ressaltam que a nomeação de Donovan ainda depende da aprovação do Senado. O Comando Sul continua a coordenar operações na região, inclusive no Caribe, sob o argumento de garantir a soberania regional.
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