O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos precisam da Groenlândia por segurança nacional e nomeou Jeff Landry como enviado especial para tratar do território, sob controle dinamarquês. A declaração ocorreu durante uma conferência em Mar-a-Lago, onde também mencionou a construção de novas embarcações de guerra.
Desde o início do ano, Washington vem manifestando interesse na Groenlândia, alegando razões de segurança. A Dinamarca e o governo autônomo da Groenlândia reagiram, recebendo apoio externo e investimentos da Dinamarca.
A Dinamarca informou que vai convocar o embaixador dos EUA após a nomeação de Landry, considerando a decisão inaceitável. Copenhague pediu respeito à integridade territorial dinamarquesa.
Reações diplomáticas
Lars Lokke Rasmussen, ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, pediu que os EUA respeitem a soberania do país. Líderes da UE, incluindo António Costa e Ursula von der Leyen, manifestaram solidariedade à Dinamarca e à Groenlândia.
O território ártico tem 57 mil habitantes, 2,1 milhões de km² e 80% de gelo permanente. A economia depende da pesca e de apoio dinamarquês que cobre grande parte das despesas. A Groenlândia tem autonomia desde 2010 e, em pesquisas, sua população não tem apoio amplo à anexação pelos EUA.
A Dinamarca tem aumentado investimentos militares e econômicos na Groenlândia nos últimos meses. A região permanece sob governo de coalizão que sustenta o caminho pró-autonomia, com rejeição local à anexação pelos EUA.
Entre na conversa da comunidade