Greta Thunberg foi liberada após detenção ocorrida durante um protesto pró-Palestina em Londres. A activista sueca foi presa na terça-feira sob a Lei de Terrorismo, segundo a Polícia de Londres.
O gesto que levou à detenção envolveu a exibição de uma faixa com apoio a presos de uma organização considerada terrorista pelo governo britânico. O ato ocorreu em meio a protestos em favor da Palestina em plena capital britânica.
A polícia informou que Thunberg foi liberada sob fiança até março. Além dela, outras duas pessoas foram presas por descumprimento de ordem policial, ligadas a incidentes com tinta vermelha em um edifício.
Prisão e desdobramentos
A organização Prisoners for Palestine afirma que o prédio foi alvo por abrigar serviços de uma seguradora ligada à filial britânica de uma empresa de defesa israelense, a Elbit Systems. A seguradora não respondeu a pedidos de comentário.
Thunberg, de 22 anos, ganhou notoriedade por protestos climáticos semanais diante do parlamento sueco desde 2018. No ano passado, foi retirada de Londres após decisão judicial que considerou que a polícia não tinha poder para prender manifestantes naquele protesto.
A ativista já esteve em situações semelhantes: em outubro foi detida junto com 478 pessoas e expulsa por Israel após participação no Global Sumud Flotilla, um comboio de navios que buscava levar ajuda a Gaza. Israel nega acusações de genocídio.
Assessores de agência confirmaram que a cobertura segue com base em informações da Reuters. As informações foram reportadas por Muvija M e Sam Tabahriti, com edição de Kate Holton e Alison Williams.
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