Myanmar mantém trajetória de instabilidade: eleição em fases em meio a um cenário de conflito.
Quase cinco anos após o golpe, as forças militares seguem com um pleito multietapas previsto para começar neste domingo, apesar dos choques e confrontos em várias regiões do país. O processo é apresentado como forma de normalizar o poder, mas enfrenta críticas internacionais e resistência interna.
O país vive desde 2021 um regime sob a Junta, que derrubou o governo eleito de Aung San Suu Kyi. O conflito já deixou milhares de mortos e deslocados, e a democracia enfrenta resistência de grupos armados e opositores.
Contexto recente
A história eleitoral anterior inclui eleições de 2015, com vitória expressiva da NLD, e uma reeleição disputada em 2020, contestada pela oposição militar. Em 2021 iniciou-se a intervenção militar formal que levou à formação de uma administração paralela.
Desde então, a comunidade internacional acompanha o desenrolar, com a ASEAN buscando caminhos de paz. Em 2023, a Comissão eleitoral dissolveu a NLD e outras forças políticas por não se registrarem sob novas regras, aumentando a tensão.
Agenda eleitoral atual
Em 2024 e 2025, a junta aprovou leis para proteger o pleito e disciplinar obstruções, com sanções potenciais. Em agosto de 2025, o governo interino foi formado, com Min Aung Hlaing no comando militar, além da presidência.
Em dezembro de 2025, foi anunciada a primeira fase da eleição nacional, com a segunda etapa prevista para janeiro de 2026, cobrindo mais distritos. O anúncio ocorreu mesmo com críticas sobre liberdades e transparência.
Zaw Min Tun, porta-voz da junta, rebateu críticas internacionais, afirmando que a eleição tem apoio público e não ocorre sob coerção. O país segue enfatizando um cronograma que difere de eleições anteriores.
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