Os Estados Unidos sancionaram cinco europeus, incluindo dois britânicos, por alegadas tentativas de silenciar pontos de vista nos EUA. A ação, anunciada ontem pelo secretário de Estado, visa supostamente coibir o que o governo chama de “ecossistema de NGOs da censura”.
Entre os sancionados estão Imran Ahmed, diretor executivo do Centre for Countering Digital Hate, e Clare Melford, à frente da Global Disinformation Index. Ahmed tem histórico ligado ao Labour e próximo de membros da atual condução do Partido Laborista; Melford seria alvo de revogação de visto americano.
Segundo a divulgação oficial, Ahmed reside em Washington, onde mantém família, e pode enfrentar ordem de deportação. Avisa ainda que Melford pode perder o visto para os EUA, ampliando o impacto sobre atividades ligadas à desinformação.
Além disso, a pasta americana afirmou que as medidas atingem representantes de um conjunto variado de países europeus, enfatizando o objetivo de frear supostas iniciativas de censura que afetem o espaço público. A relação com aliados foi tema de debate diplomático subsequente.
Reações e desdobramentos
O porta-voz Sarah Rogers rebateu a decisão, citando o esforço dos EUA contra o que descreveu como “ecossistema de NGOs da censura”. A repercussão incluiu críticas de lideranças oposicionistas britânicas a ações que consideram ingerência externa.
O líder do Liberal Democrats, Ed Davey, comentou o tema nas redes sociais, destacando que a medida pode configurar interferência estrangeira conforme a leitura de documentos estratégicos dos EUA. A discussão destacou tensões entre políticas de liberdade de expressão e segurança nacional.
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