Após o golpe de 2021, o regime militar de Myanmar anunciou eleições que não serão nacionais. A votação ocorrerá em fases, com 102 townships em 28 de dezembro e 100 townships em 11 de janeiro, e possível terceira fase. A justificativa é legitimar o governo militar diante da oposição.
A junta sustenta que a democracia retorna por meio de eleições controladas. Na prática, o regime mantém 25% das cadeiras do parlamento reservadas a militares, conforme a constituição de 2008. O pleito terá uso de mais de 50 mil máquinas de votação eletrônica.
Como será a eleição
A eleição não cobrirá todo o país; autoridades afirmam que haverá uma votação faseada. A contagem e os resultados não foram detalhados pela comissão eleitoral. O processo envolve sistemas eleitorais mistos, com 25% das vagas reservadas aos militares.
Quem participa
A disputa nacional fica restrita a seis partidos, com muitos diante da dissolução de siglas anteriores. O Partido de Solidariedade e Desenvolvimento da União (USDP), ligado aos militares, é o principal concorrente próximo. Partidos da oposição e grupos anti-golpe não participam.
Contexto e cenário
O governo civil liderado por Aung San Suu Kyi foi deposto em 2021; alega-se fraude eleitoral, mas observadores internacionais não encontraram irregularidades. Analistas veem a eleição como tentativa de consolidar o poder militar, com apoio de aliados regionais.
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