A campanha eleitoral que antecede as eleições gerais de Myanmar, que começam neste domingo, perde a energia de pleitos anteriores. Moradores relatam clima de tensão em meio a guerra civil e crise humanitária, com críticas de que o pleito serve para consolidar o poder da junta.
A Junta sostiene que o pleito tem apoio popular, mas organismos internacionais, governos ocidentais e grupos de direitos humanos questionam a legitimidade do processo. A votação ocorre em meio a críticas sobre uso de poder e controle político por parte do governo militar.
Três moradores de Yangon, cidade com parte do eleitorado no pleito de domingo, disseram sentir pouca atividade de campanha. Em Mandalay, a inexistência de comícios foi mais evidente, com apenas santinhos e grande presença de seguranças.
__Cenário de campanha sob controle militar__
O Partido União Solidária e de Desenvolvimento (USDP), ligado aos militares, é o que apresenta maior presença nas ruas, segundo os entrevistados. As eleições são divididas em três fases, cobrindo 265 de 330 distritos, com datas definidas para cada região.
Observadores internacionais destacam que civis enfrentam ameaças para votar e para não votar. A ONU reforçou que o ambiente é de violência e repressão, enquanto a oposição afirma que não há pressão direta para votar contra a participação.
O governo de Myanmar afirma que não há coerção ou restrições para participação. Um veículo oficial publicado em meio estatal sustenta que o pleito é uma saída para o estado de exceção e retorno a um marco legal.
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