Myanmar realiza eleições em três fases, mesmo com guerra civil em curso. O pleito, apoiado pela junta no poder, teve votação inicial marcada para 28 de dezembro de 2025, com segunda e terceira fases previstas para 11 e 25 de janeiro de 2026. A avaliação inicial aponta dúvidas sobre credibilidade e participação de partidos anti-junta.
A eleição ocorre após o golpe de 2021, que retirou a liderança civil e dissolveu o NLD. A Nobel da Paz Aung San Suu Kyi permanece detida. O partido de Suu Kyi enfrentou dissolved, enquanto a União Solidarity and Development Party (USDP) é apontada como favorita pela campanha oficial.
Contexto da votação
A votação é realizada em meio a um conflito armado que se intensifica em várias regiões. O cumprimento de todo o processo depende de áreas sob controle direto do regime e de zonas de combate, limitando a possibilidade de participação ampla em muitos distritos.
A USDP, ligada aos militares, é apresentada como força de retorno ao poder, com candidatos em grande parte mantidos pela influência militar. Analistas destacam que a disputa ocorre em um ambiente de liderança fraca e perspectivas de reconhecimento internacional limitadas.
Detalhes operacionais
As eleições abrangem 265 de 330 municípios, com contagens previstas após as três fases ainda sem data anunciada. Organizações internacionais e direitos humanos têm destacado restrições a liberdades públicas, o que complica a percepção de eleição livre.
Em cidades maiores, como Yangon, a mobilização tem sido baixa e há relatos de apatia entre eleitores. Mesmo entre quem pretendia votar, a insegurança e o medo de represálias dificultam a participação.
Perspectivas e contexto
Especialistas afirmam que o pleito busca imprimir uma continuidade institucional ao regime, apesar da oposição fragmentada e da resistência armada. A leitura entre analistas aponta que, mesmo com vitória do USDP, a cenário internacional tende a manter cautela.
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