O jornalismo divulga novos detalhes de como Jeffrey Epstein submeteu meninas a abusos sexuais entre 2002 e 2005, com pagamento por serviços de massagem. Documentos oficiais detalham um processo quase de linha de montagem para obter vítimas menores.
A via de acesso incluía uma rede de funcionários e associados, entre eles Ghislaine Maxwell, que prestavam suporte para manter um fluxo constante de menores. As próprias vítimas eram usadas para recrutar outras jovens para o esquema.
Conforme os arquivos do Department of Justice, Epstein e seus contatos tinham procedimentos organizados para facilitar os abusos, com descrições que revelam a visão das vítimas como objetos de uso predatório. A rede também recrutava novas jovens para os encontros.
Um relatório de 2001 relata Maxwell abordando estudantes universitárias em Palm Beach, Flórida, oferecendo trabalho de atendimento telefônico e atividades administrativas em sua casa. Ao menos uma das estudantes relatou comunicações com homens sobre vítimas.
Relatos de 2019 indicam que a oferta de meninas para abusos estava em risco de diminuir, levando a buscas por novas recrutadoras e pressão para aumentar o número de vítimas, segundo notas da FBI.
Durante o testemunho de 2019, uma vítima afirmou que Maxwell pediu que ela trouxesse outras jovens, com a exigência de aparência jovem. Em alguns casos, Epstein e Maxwell teriam orientado a busca por novas garotas.
Entre os nomes ligados ao caso aparecem referências a Jean-Luc Brunel, agente francês de modelagem próximo a Epstein. Brunel foi preso em 2020 e morreu na prisão em 2022, em circunstâncias consideradas suicídio pelas autoridades.
Também há menções a possível circulação de imagens de abuso infantil entre participantes, registradas em correspondência de 2023 e em arquivos da FBI, com relatos de material compartilhado por uma pessoa condenada por pornografia infantil.
Caso anterior envolve Maria Farmer, artista que trabalhou para Epstein na década de 1990. Ela afirmou que Epstein retirou fotos nuas de irmãos menores dela, o que levou a investigações que, na época, não foram acompanhadas pelas autoridades.
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