Tom, de 20 anos, participa de uma demonstração de tanks na Essen Motor Show, no oeste da Alemanha. O exercício mostra o Panzerhaubitze 2000, enquanto um oficial da Bundeswehr explica o alcance do armamento e as zonas de impacto. O objetivo é atrair jovens para o serviço militar.
A Bundeswehr realiza uma campanha de recrutamento de grande escala, com metas de ampliar o efetivo para cerca de 260 mil militares e 200 mil reservistas nos próximos 10 anos. A mobilização também envolve ações de divulgação em eventos diversos e ações de portas abertas em jardins e estádios.
A medida acontece em um contexto de mudanças constitucionais. A partir de 1º de janeiro, homens que completarem 18 anos preencherão um questionário de aptidão, seguido de um teste de saúde por volta de dois anos, para mapear voluntários potenciais.
Para atrair candidatos, o pacote de benefícios inclui reajuste salarial, cursos de idiomas, condução subsidiada, passagens de trem em segunda classe gratuitas (em serviço) e oportunidades de qualificação profissional. A sessão de recrutamento ocorre em locais como arenas, feiras, supermercados e postos de caminhões.
Entre os presentes, Luca, 21, observa o carro de corrida da Bundeswehr e comenta sobre a suspensão do serviço militar obrigatório encerrada em 2011. Ele afirma que, desde a invasão da Ucrânia em 2022, a necessidade de um serviço nacional ficou mais evidente, apesar de manter ressalvas sobre atuar fora do país.
Jennifer e Matthias Schleicher, de Erkelenz, acompanham o filho Erik, de cinco anos, explorando uma viatura. Eles defendem o fortalecimento das Forças Armadas e apoiam a ideia de conscrição, ainda que reconheçam a resistência entre jovens. Eles apontam o aumento dos investimentos em defesa anunciado recentemente.
A equipe de recrutamento está disponível em locais específicos para esclarecer dúvidas. Um dos responsáveis, Marco, ressalta que o evento na Essen Motor Show recebe mais de 200 mil visitantes em 10 dias e ajuda a manter o diálogo com a população diante de um cenário geopolítico mais volátil.
Achim, operador de tanque, relata que ingressou na Bundeswehr antes dos 18 anos com documento de consentimento da mãe. Ele destaca que já serviu em missões na Noruega, Líbano e França e que o objetivo do serviço é garantir a dissuasão e a preservação da democracia, mantendo a paz por décadas.
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