Benjamin Netanyahu deverá dizer a Donald Trump, durante reunião no resort Mar-a-Lago, que o Hamas precisa devolver os restos mortais do último refém israelense para que as próximas fases do cessar-fogo avancem. A informação vem de autoridades israelenses e analistas.
O premiê está acompanhado pela família de Ran Gvili, vítima de abdução durante o ataque de outubro de 2023. O grupo segue em visita aos EUA para tratar do andamento do acordo de Gaza, após meses de negociações e pressão norte-americana por concessões.
Na semana passada, autoridades de Washington intensificaram o esforço para desbloquear a segunda etapa do cessar-fogo, que prevê um governo técnico palestino e uma força internacional de stabilização. Israel expressa fortes reservas, especialmente sobre a presença de uma força externa.
Condições para a segunda fase
Segundo uma fonte da comitiva de Netanyahu, o retorno dos restos de Gvili é visto como requisito essencial para avançar. Hamas já libertou 20 reféns vivos e devolveu 27 corpos desde outubro, mas insiste em manter retidas as informações sobre Gvili.
Analistas dizem que Netanyahu pode usar a reunião para manter o foco num retorno total dos corpos, além de sustentar a permanência de tropas israelenses em parte de Gaza. Críticos veem a exigência como instrumento de negociação, não como obstáculo definitivo.
A tensão em torno do cessar-fogo também envolve o questionamento sobre a governança de Gaza e a viabilidade de uma eventual força de estabilização. Washington busca avanços sem comprometer a segurança de Israel, conforme divulgado por veículos internacionais.
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