China inicia megaexercício militar ao redor de Taiwan, com munição real, navios, caças e simulações de bloqueio de portos, em resposta à aprovação de venda de armas dos EUA para Taipei. A operação, chamada Missão Justiça-2025, ocorre nesta segunda-feira e envolve várias unidades da marinha, aeronaves e drones.
Segundo autoridades militares chinesas, as ações incluem ataques simulados a alvos terrestres e marítimos. Pequim alega defender soberania e unidade nacional, descrevendo as manobras como resposta a interferência externa. Descartese qualquer menção a países específicos, conforme a posição oficial.
Aumento de tensões entre China e EUA
As manobras são as maiores desde abril e ocorrem após a autorização, pelos EUA, de um pacote de armas para Taiwan avaliado em mais de 10 bilhões de dólares. Em retaliação, Pequim impôs sanções a empresas de defesa norte-americanas e reiterou condenação à intervenção externa.
Taiwan reagiu às ações, classificando-as como desrespeito às normas internacionais e uso de intimidação. O governo informou a detecção de quatro navios da guarda costeira chinesa nas proximidades de suas costas norte e leste e deslocou grandes embarcações para áreas estratégicas, além de reforçar a defesa com unidades de apoio.
Contexto regional e desdobramentos
O Ministério da Defesa de Taiwan criou um centro de resposta e autorizou exercícios rápidos das forças locais. A ilha, autônoma desde 1949, é considerada parte inalienável pela China, que não descarta o uso da força para reunificação. Taipei conta com apoio militar dos Estados Unidos, que mantêm assistência de defesa formal.
O Japão também sinalizou potenciais respostas caso haja ataque a Taiwan, elevando o nível de alerta na região. A tensão entre as potências aumenta diante da pressão de Washington e da postura chinesa de reiterada exigência de cessar qualquer movimento pela independência de Taipei.
Entre na conversa da comunidade