Osaki, cidade no nordeste do Japão com 128 mil habitantes, enfrenta uma temporada de encontros com ursos sem precedentes. Em Naruko Onsen, área conhecida por onsens e artesanatos, moradores relatam aumento de avistamentos e ataques, com autoridades tomando medidas emergenciais.
Ao longo do ano, os registros na cidade chegaram a 400 avistamentos, frente a menos de 100 em 2024. Um ataque deixou uma mulher na casa dos 70 anos gravemente ferida, ao colher vegetais, enquanto outro episódio mostrou um urso levando um cão.
A situação se repete em outras regiões do país, especialmente nas prefecturas do norte, onde ataques passaram a ocorrer também em áreas urbanas. O ministério do Meio Ambiente registrou 13 mortes suspeitas por agressões de ursos entre abril e novembro, e 197 ataques no período.
Medidas e impactos locais
As autoridades de Osaki declararam estado de emergência, válido até o fim do ano, com recomendações para evitar horários de maior atividade dos ursos e remover frutos de persimmo que atraem os animais. Bares, hotéis e lojas relatam queda de visitantes e reservas.
Especialistas afirmam que ursos famintos estão saindo de seus habitats em busca de alimento, adiando a hibernação. A população de ursos na região segue crescendo, o que aumenta o risco de aproximação de áreas urbanas.
Contexto nacional e respostas
Observadores apontam que o aumento de conflitos envolve manejo da fauna, falta de caçadores licenciados e o fim das fronteiras naturais entre florestas e vilarejos. Em Akita, autoridades recorreram às forças de defesa para capturar animais, sob a justificativa de proteger moradores, com cull adicional de milhares de ursos.
Autoras e especialistas destacam que o problema não se limita a zonas rurais, exigindo políticas nacionais de gestão de vida selvagem para reduzir riscos a pessoas e manter habitats. A expectativa é de que o padrão possa se repetir nos próximos meses se as condições de alimento permanecerem desfavoráveis.
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