Mamady Doumbouya, líder da junta que assumeu o poder em Guiné em 2021, foi eleito presidente do país com 86,72% dos votos no primeiro turno, segundo a comissão eleitoral. A votação ocorreu no fim de semana, com participação de 80,95%.
A oposição pediu boicote ao pleito, e líderes oposicionistas foram impedidos de concorrer. Doumbouya, de 41 anos, havia prometido não disputar o cargo e devolver o poder a civilian rule. No entanto, decidiu concorrer após o referendo que abriu caminho para sua candidatura.
A apuração parcial mostrou Doumbouya liderando em CONAKRY, onde houve maioria acima de 80%. Regiões como Coyah, Boffa, Fria, Gaoual, Koundara, Labe e Nzérékoré também registraram vantagem expressiva para o candidato da junta, segundo dados oficiais.
Contexto e desdobramentos
Em 2021, Doumbouya liderou o golpe que derrubou Alpha Condé. Desde então, houve restrições a liberdades civis, prisões e exílios de opositores. A nova Constituição, aprovada em referendo, permitiu que membros da junta concorressem e estendeu mandatos de 5 para 7 anos.
Críticos apontam irregularidades no pleito, como alegações de irregularidades e acusação de influência sobre eleitores. Candidatos como Abdoulaye Yero Balde e Faya Millimono comentaram problemas no processo eleitoral, ainda sem detalhamento de provas.
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