O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta semana, uma doação de 2 bilhões de dólares para o sistema humanitário global, condicionada a mudanças na gestão dos recursos. A ONU recebeu a notícia com cautela e críticas de especialistas.
A proposta exige que o dinheiro seja canalizado por meio de um fundo estratégico mantido pela OCHA, em vez de fechar acordos com agências específicas. Além disso, a alocação fica restrita a 17 países prioritários escolhidos pelos EUA.
A lista de países priorizados inclui situações de crise aguda em várias regiões, como Sudão, Haiti e a República Democrática do Congo, entre outros. Afeganistão e Iêmen ficam de fora da relação, o que tem gerado questionamentos sobre a abrangência humana da ajuda.
Analistas afirmam que a seleção prévia e as condições representam uma mudança significativa no papel da ONU, que pode passar a refletir prioridades políticas dos EUA. A centralização de controle também é tema de debate entre especialistas em financiamento humanitário.
Especialistas destacam que o montante é menor que o fornecido em 2025, quando a ajuda chegou a cerca de 3,38 bilhões de dólares. A comparação levanta dúvidas sobre o impacto efetivo diante de cortes de auxílio em outros setores.
Questionamentos sobre a viabilidade da promessa surgem, já que o governo americano indicou metas de reduzir desperdícios e duplicidades. Caso a ONU não cumpra as exigências, persiste a possibilidade de o recurso não ser liberado integralmente.
Conforme a avaliação de analistas, a medida pode sinalizar uma pressão por maior controle político sobre a resposta humanitária, com risco de reduzir a flexibilidade para responder a novas crises. O tema gera preocupação entre organizações que atuam no terreno.
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