Na região leste do Iêmen, aviões da coalizão liderada pela Arábia Saudita atingiram o acampamento al-Khasah, em Hadramaut, matando pelo menos sete combatentes do Conselho de Transição do Sul (STC) e ferindo mais de 20. Foi o primeiro ataque da coalizão com baixas fatais contra o STC desde que o grupo avançou e capturou parte de Hadramaut e Mahra.
O STC informou que as mortes ocorreram em sete ataques aéreos coordenados contra o acampamento al-Khasah, com ataques adicionais em outras áreas da região. O grupo descreveu a ofensiva como parte de um conflito de longo curso com forças apoiadas pela Arábia Saudita.
O governo apoiado pela coalizão saudita, liderado por Riade, ressaltou que as operações visam transferir de forma pacífica estruturas militares nos territórios ocupados, enfatizando que não houve alvo político ou social específico. Autoridades locais também destacaram a intenção de manter a estabilidade regional.
Repercussões e reação
Amr Al Bidh, destacado porta-voz externo do STC, acusou Riade de enganar a comunidade internacional ao anunciar uma operação pacífica que não pretendia ser pacífica, citando os sete ataques ocorridos minutos após o anúncio. O STC sinalizou que o confronto ganhou caráter estratégico e existencial.
Enquanto isso, a intervenção saudita já provocava desdobramentos diplomáticos, com discussões sobre a retirada de tropas e a possibilidade de novas ações na região de Hadramaut e Mahra. O conflito persiste no contexto da atuação de várias facções contra os houthis no norte do país.
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