Após ataques dos EUA e a prisão de Nicolás Maduro e de Cilia Flores na madrugada de sábado, a Venezuela vive clima de incerteza. Comércio em alerta, mercados mostram filas, prateleiras vazias e receio de desabastecimento.
Em Margarita, ilha de Nueva Esparta, comerciantes relatam corrida por itens básicos. Em Caracas, apoiadores do governo circulam em motos perto do Palácio de Miraflores, enquanto grande parte da população busca manter o básico em casa.
Impactos logísticos
Aproxima-se a restrição de voos nacionais e internacionais, agravando a ausência de itens importados. O espaço aéreo venezuelano passou a ser alvo de alertas internacionais, elevando a pressão sobre famílias que dependem de importação.
O transporte aéreo sofre com interrupções. Linhas nacionais deixam de operar sobre o território, e há relatos de danos a instalações militares, o que aumenta a preocupação com a continuidade de abastecimento no curto prazo.
Abastecimento e preços
Papel higiênico, farinha de milho, massas, frango e carnes figuram entre os itens mais escassos. Em várias lojas, restam apenas biscoitos e produtos não perecíveis, conforme relatos locais.
O cenário envolve ainda o temor de aumento de preços e dificuldades logísticas para repor estoques. A população, que já vivia sob tensão política, passa a conviver com incertezas sobre quando poderá retornar a condições normais de consumo.
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