Delcy Rodríguez assume como presidenta encargada de Venezuela e busca abrir canal de diálogo com os Estados Unidos. Em tom conciliador, estende convite ao governo norte-americano para trabalharem juntos em agenda de desenvolvimento sob a legalidade internacional.
A mensagem foi veiculada em redes sociais após o primeiro conselho de ministros de Rodríguez. A líder venezuelana ressaltou desejo de relação equilibrada com EUA e com a região, baseada na soberania e na não injerência.
Afastando o tom beligerante tradicional, Rodríguez citou a aproximação com Estados Unidos como prioridade. O objetivo é buscar estabilidade, sem mencionar acusações recorrentes entre Caracas e Washington.
Pressões de Washington e as ameaças de Trump
Trump, que já está no ar, pediu acesso total a Venezuela, incluindo petróleo, para reconstruir infraestrutura do país. Em entrevistas, o mandatário americano afirmou que os governos venezuelanos devem seguir as instruções de Washington.
Acompanhando o tom de pressa, Trump reiterou a cobrança por cooperação rápida e indicou que pode haver ações caso as autoridades venezuelanas não se enquadrem às demandas. Afirmou ainda que Rodríguez poderia ter consequências mais severas que Maduro.
Caracas viveu uma madrugada de ataques que deixou quase 100 mortos, entre eles 32 cubanos que integravam a segurança do regime. Em meio à tensão, Rodríguez enfatizou prioridade em retomar relações estáveis com a comunidade regional.
Contexto e próximos passos
Observadores apontam que a mudança de discurso em Rodríguez sinaliza tentativa de reduzir atritos com aliados externos e focar em cooperação para reconstrução. A nova liderança não detalhou planos eleitorais, mantendo o foco em diálogo e desenvolvimento.
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