Maduro foi capturado em Caracas e transferido para uma corte federal em Manhattan, após uma operação militar dos EUA. O objetivo do DOJ é apresentar acusações de narco-terrorismo contra o líder venezuelano e sua entorno, em um caso que ganhou dimensão internacional.
A audiência de arraimento ocorreu nesta segunda-feira em Nova York. Maduro chegou sem algemas, sob escolta, acompanhado da mulher Cilia Flores, que também responde aos autos. Ambos permaneceram de cabeça erguida durante o processo.
O julgamento acontece sob a égide de uma investigação que envolve acusações de tráfico de drogas e atividades ligadas ao terrorismo. Segundo a acusação, os atos teriam vínculos com operações de Estado, gerando amplo repercussão diplomática.
Detalhes do procedimento
Durante a sessão, Maduro apresentou uma defesa enfática, negando as acusações e afirmando que está preso desde 3 de janeiro, em sua residência. Flores também negou qualquer responsabilidade no caso.
A defesa de Maduro solicitou a preservação de notas pessoais durante a audiência. Não houve pedido de fiança no momento, e uma nova audiência foi marcada para 17 de março.
Segundo relato de assessores, Flores mencionou ferimentos relacionados ao que qualificou como sequestro, sem avaliação de fiança até o momento. A defesa confirmou que buscará medidas de proteção médica para ambas as partes.
Contexto e próximos passos
O juiz Alvin Hellerstein conduz a sessão, com traduções fornecidas ao vivo para o inglês e espanhol. A audiência serve como etapa inicial do processo, que deverá seguir com instruções e perícias nas próximas semanas.
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