Dozens de manifestantes de diferentes correntes se reuniram em frente ao tribunal federal de Nova York, nesta segunda-feira, para discutir as acusações criminais contra Nicolás Maduro. O exilado presidente venezuelano, deposto, foi apresentado sob fortes medidas de segurança e negou as acusações de tráfico de drogas internacional e armas.
Entre os presentes, voluntários venezuelanos defensores da oposição divergem sobre o impacto do caso. Alejandro Flores, 34 anos, natural de Caracas, afirmou que a detenção de Maduro pode representar justiça para o seu país e contou ter migrado aos EUA em busca de educação.
Izzy McCabe, 21, de Seattle, integra a organização Freedom Road Socialist. Ela disse que participa para protestar contra intervenção externa e enfatizar a necessidade de respeitar leis internacionais, destacando preocupações com o imperialismo.
Pedro Reyes, que também esteve no protesto, relatou ter sido perseguido politicamente na Venezuela há mais de uma década e revelou que vive nos EUA desde 2021, com o caso de asilo ainda pendente. Ele destacou que a detenção não resolve os problemas do país.
A atividade ocorreu do lado de fora do fórum, no centro de Manhattan, com a presença de policiais que organizaram o espaço entre as faixas de protesto. Grupos como Venezuelans and Immigrants Aid divulgaram um comunicado destacando riscos para familiares no país e dificuldades econômicas enfrentadas pela diáspora.
Da parte dos manifestantes, bandeiras venezuelanas foram exibidas e placas com mensagens variaram entre apoio à libertação de Maduro e críticas a intervenções externas. A discussão pública manteve o foco no caso legal e nas consequências políticas para a Venezuela.
O noticiário não confirmou de imediato detalhes adicionais sobre as descoligações entre as manifestações nos arredores do tribunal, mas reforçou a presença de delegações internacionais associadas a assembleias sociais em Caracas e outras cidades. Matem as informações centradas no evento e nos relatos dos participantes.
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