A ONU realizou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança nesta segunda-feira, 5, para tratar do ataque dos EUA à Venezuela e da captura do presidente Nicolás Maduro, que será levado a julgamento em Nova York. O episódio também envolve a prisão da primeira-dama Cilia Flores, ampliando a tensão regional.
O Brasil, representado pelo embaixador Sérgio Franca Danese, sustentou que os atos violam a soberania venezuelana e criam um precedente perigoso na comunidade internacional. O Chile destacou que as violações de direitos humanos no país não admitem solução militar.
Divergências na região
A Colômbia, que pediu a reunião de urgência, enfatizou o histórico de interferência na política caribenha. O Chile não reconhece Maduro, mas entende que a violência não resolve a crise. O Panamá adotou postura crítica a Caracas e destacou a soberania de seus Estados.
Argentina e Paraguai
A Argentina, por meio do embaixador Ton Tropepi, apoiou a intervenção como forma de combater o narcoterrorismo e ampliar a democracia venezuelana. O Paraguai associou Maduro a uma figura de liderança de um suposto cartel, defendendo a restauração do estado de direito.
Venezuela e posição de Caracas
O embaixador venezuelano, Samuel Moncada, afirmou ter controle sobre o território e pediu a libertação de Maduro, defendendo a legitimidade do governo. A fala destacou a defesa de sua soberania diante das pressões internacionais.
Fontes: AFP
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