Donald Trump é apontado como defensor de uma política externa que coloca os EUA acima de normas internacionais e aliados históricos, segundo o professor Thiago Amparo, da FGV. O comentário foi feito ao UOL News.
Amparo afirma que, durante a gestão Trump, os EUA teriam deixado de lado acordos globais e o multilateralismo, ampliando a influência na América Latina e abrindo debates sobre o papel americano no cenário mundial.
> A ideia defendida seria de um mundo sob controle norte-americano, com maior interferência em regiões como a América Latina, diz o professor.
Segundo ele, o remetido de Trump para a Europa mostra uma percepção de que o mundo pode ser reorganizado de modo a privilegiar interesses dos EUA, inclusive com questionamentos sobre proteção europeia.
> O discurso que afirma respeitar regras internacionais estaria mais como fachada do que como prática, afirma Amparo, criticando ações unilaterais.
Amparo aponta ainda que a atuação dos EUA na Venezuela não teria legalidade reconhecida pela comunidade jurídica internacional, destacando a visão de que o respectivo caso viola normas vigentes.
> A retórica do governo americano sobre o direito internacional seria, na avaliação dele, pouco mais que fachada de compromisso real com as regras.
O professor aponta que, em termos de percepção internacional, há quem veja a possibilidade de agir sem cumprir normas, com uso de argumentos legais norte-americanos que não refletiriam acordos internacionais.
Contexto do debate
A discussão envolve a relação entre multilateralismo e ações unilaterais, além do papel de organizações internacionais. A análise de Amparo ressalta a tensão entre discursos e práticas de política externa.
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