A União Europeia afirmou novamente o princípio da soberania nacional diante das ameaças de Donald Trump sobre a Groenlândia, território autônomo sob soberania dinamarquesa. O episódio ocorreu após o pedido do primeiro-ministro da Groenlândia para que o governo americano moderasse seus planos de anexação. A UE reiterou a defesa da integridade territorial e das fronteiras dos Estados-membros.
A porta-voz da diplomacia europeia, Anitta Hipper, esclareceu que a UE não admite a ideia de que a UE precise abrir mão de seus territórios para ceder à pressão externa. Em resposta, destacou que a soberania dos estados é princípio inegociável dentro da aliança.
A Groenlândia reagiu, por meio do primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen, dizendo que não há espaço para pressões ou sugestões de anexação, e que o diálogo deve ocorrer pelos canais adequados e conforme o direito internacional. O governo local afirmou manter a posição de diálogo, sem abrir mão de sua autonomia.
Contexto internacional
Questionamentos sobre a defesa da Groenlândia foram alvo de declarações de Trump, que pediu nova avaliação da relação com a Dinamarca e ressaltou a importância estratégica do território para a segurança dos EUA. Na fala a repórteres, o presidente sugeriu que a situação poderia evoluir em cerca de dois meses.
Dinamarca e Reino Unido submeteram reações a novas declarações. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, pediu o fim das ameaças e reforçou a amizade com a Groenlândia. O premier britânico, Keir Starmer, apoiou Frederiksen, destacando que apenas Groenlândia e Dinamarca devem decidir o destino da ilha.
Contextos adicionais
A Groenlândia é lembrada por dados estratégicos, incluindo localização para defesa de mísseis balísticos e recursos minerais. Em 21 de dezembro, Trump nomeou Jeff Landry, governador da Louisiana, como enviado especial para a Groenlândia, ampliando o interesse americano pelo território.
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