Un saldo de 34 mortos, entre manifestantes, e 2 agentes de segurança, é o balanço mais recente das protests em Irã, agora no décimo dia consecutivo. As autoridades continuam a enfrentar longa onda de mobilizações iniciadas por insatisfação com inflação e condições de vida.
Segundo a organização Activistas por los Derechos Humanos en Irán, com sede nos EUA, também foram registradas mais de 1.200 detenções. A repressão inclui operações em várias cidades do país, com relatos de prisões em domicílios e ações em hospitais na região do Kurdistán.
O governo iraniano divulgou que não há intervenção externa aceitável e apontou a influência de Estados Unidos e Israel como fator de tensão. Autoridades destacam que o Conselho Supremo de Defesa está pronto a responder a agressões, enquanto o presidente e o líder supremo adotam mensagens de firmeza.
A Casa Branca e Jerusalém veem as manifestações como reflexo de pressões internas e internacionais sobre Teerã. Em termos econômicos, o governo anunciou, a partir de 10 de janeiro, um crédito eletrônico mensal de seis euros para supermercados, buscando conter a inflação, que chegou a 42% em dezembro.
No terreno, relatos indicam uso de gás lacrimogênio no Gran Bazar de Teerã e disparos que provocaram correria entre comerciantes e moradores. A situação econômica persiste sob sanções, impacto externo ao petróleo e desvalorização do rial, alimentando o descontentamento social.
Analistas destacam que, para estabilizar o país, serão exigidas reformas estruturais no modelo de governança. Especialistas apontam que medidas pontuais não devem encerrar o ciclo de mobilizações sem mudanças significativas na gestão pública e nas liberdades civis.
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