O Brasil condenou na OEA a agressão dos EUA contra a Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, ocorrido na madrugada do último sábado. A denúncia foi apresentada por Benoni Belli, representante permanente do Brasil na organização. A sessão extraordinária ocorreu nesta terça para avaliar os impactos do ataque.
Belli afirmou que o momento é grave, remetendo a tempos de violência na região. Segundo ele, bombardeios no território venezuelano e o sequestro representam uma linha inaceitável que viola soberania e cria precedente perigoso para a comunidade internacional.
O embaixador destacou que não se pode aceitar a ideia de que os fins justificam os meios, ressaltando a necessidade de respeitar as soberanias nacionais e evitar que Estados mais fortes imponham decisões. O Brasil defende o multilateralismo como caminho para igualdade entre as nações.
Na ONU, em reunião do Conselho de Segurança realizada na segunda-feira, o embaixador Sérgio Danese já havia reiterado que fins não justificam meios. Ele reforçou que as normas internacionais são obrigatórias e universais, conforme já declarado pelo Brasil.
A posição brasileira sustenta a preservação da ordem internacional construída após a Segunda Guerra Mundial. De acordo com o governo brasileiro, o cenário atual exige cooperação entre os países para evitar desordem global e fortalecer a dignidade nacional.
O Brasil sinalizou que continuará acompanhando os desdobramentos e atuará em fóruns multilaterais para defender o direito internacional e a soberania de estados, mantendo o foco na resolução pacífica de conflitos.
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