Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil, afirma que a interferência dos EUA nas eleições brasileiras de 2026 é provável. Em entrevista ao UOL News, ele sustenta histórico de apoio a candidatos de esquerda na América do Sul e aponta para o peso das redes sociais e campanhas digitais.
O diplomata cita Honduras como exemplo recente, onde o candidato Nasry Asfura, apoiado pelo governo americano, venceu a eleição em 30 de novembro. Segundo ele, há padrões de atuação dos EUA que se repetem na região.
Barbosa argumenta que organizações multilaterais estão enfraquecidas e não conteriam ações norte-americanas, especialmente na América Latina. Ele defende que o Brasil precise equilibrar relações com EUA e China.
Ele compara a estratégia norte-americana a uma versão da Doutrina Monroe segundo Donald Trump, afirmando que regras internacionais não seriam obstáculos. Alega que o cenário atual não segue a soberania sob normas da ONU.
Para o ex-embaixador, o mundo estaria em um momento sem precedentes, com “mãos livres” para ações fora de acordo com estruturas globais. Ele enfatiza que acordos externos não impedem intervenções.
Rubens Barbosa afirma que as eleições de outubro de 2026 no Brasil podem ter impactos significativos decorrentes de influências externas, com o uso de recursos digitais e apoio a candidatos. A avaliação dele é de grande probabilidade de interferência.
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