O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista ao The New York Times publicada nesta quinta-feira que a supervisão americana sobre a Venezuela e o controle de sua receita de petróleo podem se estender por anos. A matéria descreve a entrevista como extensa, com duração de cerca de duas horas.
Trump sinalizou que o período de supervisão não teria prazo curto, dizendo que poderia durar muito tempo, sem especificar prazos exatos. O jornal também aponta que o presidente pareceu amenizar uma ameaça anterior de ação militar contra a Colômbia, convidando o líder colombiano para visitar Washington.
O pedido de reconstrução da economia venezuelana foi destacado pelo presidente, que também mencionou a atuação de tropas norte-americanas em ações anteriores contra o governo de Nicolás Maduro. Em relação ao petróleo, Trump afirmou que os EUA pretendem explorar e beneficiar-se da produção venezuelana para reduzir preços mundiais.
O Times afirma que Trump mantém boa relação com Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, que atua como aliada de Maduro. A entrevista manteve o tema da gestão venezuelana sob controle externo, sem detalhes sobre uma transição de poder.
Quanto ao uso de petróleo venezuelano, o jornal relata planos para refinar e vender parte do petróleo retido por sanções, com a ideia de desbloquear receitas para a economia venezuelana. O presidente afirmou ter estabilidade na comunicação com a liderança venezuelana.
O Times descreveu uma ligação entre Trump e o presidente colombiano Gustavo Petro como cordial, durante a qual foram discutidas questões de drogas e outros desentendimentos. A entrevista também aponta que, apesar de críticas anteriores, não houve anúncio de ações militares imediatas.
O conteúdo completo da entrevista permanece sob confidencialidade para o público, segundo o The New York Times, que reforça a presença das discussões estratégicas sobre Venezuela, petróleo e relação com a Colômbia.
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