Jacques Moretti, proprietário francês do bar Le Constellation em Crans-Montana, foi preso na sexta-feira e permanece sob custódia. O Ministério Público investiga a hipótese de homicídio culposo em relação à tragédia ocorrida no estabelecimento. A esposa dele, Jessica, também é investigada.
AGrant de incêndio ocorreu durante a virada de ano, em Crans-Montana, no cantão de Valais, na Suíça. A polícia trabalha para apurar falhas em procedimentos de segurança, evacuação e no sistema de combate a incêndios, bem como as reformas realizadas no local.
A lista oficial de vítimas aponta 40 mortos, em sua maioria jovens entre 14 e 30 anos, de várias nacionalidades. Além disso, 116 pessoas ficaram feridas, sendo 83 hospitalizadas com queimaduras graves. O caso desencadeou onda de luto e questionamentos sobre normas de segurança.
Investigação e desdobramentos
As autoridades revisam reformas feitas no bar desde 2015, bem como a adequação de rotas de fuga e do sistema de extinção de incêndios. A bazar de celebração foi alvo de inspeções adicionais em Crans-Montana e cidades próximas.
Parentes de vítimas e advogados destacam atraso na atuação dos investigadores e pedem diligência. Em cerimônia de memória, representantes de autoridades europeias, incluindo chefes de Estado, relevaram solidariedade às famílias e às comunidades afetadas.
A causa provável envolve a combustão de materiais de isolamento acústico utilizados na área do teto e a proximidade de fogos de artifício com objetos inflamáveis. A investigação continua para confirmar os responsáveis técnicos e a cadeia de decisões.
Autoridades informam que o foco atual é determinar o número de pessoas no local no momento do início do fogo e se houve supervisão adequada das reformas realizadas nos espaços confinados.
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