O Conselho da União Europeia não confirmou oficialmente a maioria a favor da assinatura do acordo com o Mercosul, mas o chanceler alemão Friedrich Merz e setores empresariais já celebram a possível conclusão, após 25 anos de negociações. A expectativa é de que o voto final ocorra ainda hoje.
O tema ganhou repercussão internacional: Merz enalteceu o acordo como marco da política comercial europeia e ressaltou que ele fortalece a soberania estratégica da União. O otimismo, porém, contrasta com cautela de alguns governos.
Repercussão
Austria, via ministra Beate Meinl-Reisinger, manifestou contentamento nas redes sociais mesmo com votação austríaca contrária ao acordo. A ministra afirmou que há maioria entre Estados-membros para a assinatura e ressaltou benefícios para economia e negócios.
Polônia também sinalizou preocupação com a proteção de agricultores, citando que embaixadores de França, Hungria e Irlanda discordaram do acordo. O ministro Stefan Krajewski destacou mecanismos de proteção para setores produtivos e possíveis compensações.
Indústria
A Acea, associação europeia de fabricantes de automóveis, considerou o apoio de maioria como sinal de que a Europa busca manter uma economia aberta e voltada ao comércio. A entidade afirma que a assinatura reduzirá tarifas de veículos e facilitará o livre-comércio entre os blocos.
AACEA pediu celeridade na ratificação pelo Parlamento Europeu para que os setores envolvidos aproveitem rapidamente as vantagens comerciais e estratégicas.
Prazo
Segundo a Reuters, os embaixadores dos 27 emissores indicaram posições nesta sexta-feira, cabendo a cada país confirmar voto por escrito até as 17h locais (13h em Brasília). Pelo menos 15 países teriam votado favoravelmente, representando 65% da população da UE.
Caso o resultado se confirme, Ursula von der Leyen poderá viajar ao Paraguai na próxima semana para ratificação com os membros do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai). O Parlamento Europeu também deverá aprovar o acordo.
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