O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse nesta sexta-feira 9 que temeu ser capturado pelos Estados Unidos, assim como aconteceu com Nicolás Maduro, líder da Venezuela, no fim de semana anterior. Ele afirmou que a conversa telefônica com o presidente dos EUA, Donald Trump, pode ter amenizado a tensão entre os dois países.
Petro referenceou a possibilidade de remoção de governantes que não alinham com determinados interesses e relatou que Trump sinalizou ter planos de ações contra a Colômbia. Segundo o presidente colombiano, a mensagem indicava preparação de uma operação militar.
Após o contato, Petro disse acreditar que as ameaças teriam se estendido, mas reconheceu poder estar enganado. O mandatário afirmou não ter reforçado a segurança interna do país, alegando que a defesa é majoritariamente popular e vista como suficiente diante de um conflito interno.
Contexto venezuelano e reação regional
No último fim de semana, Maduro foi detido pelos EUA e encaminhado a Nova York para julgamento em corte federal. Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina.
Petro afirmou manter diálogo recente com a presidente colombiana, a quem descreveu como amiga. A conversa com a líder visa fortalecer a unidade latino-americana e buscar soluções políticas para a Venezuela, sem imposição externa.
O presidente colombiano disse que sua posição sobre a Venezuela se aproxima de propostas norte-americanas, desde que haja diálogo entre as partes. Ele sugeriu que a mediação dos EUA deve facilitar, não impor, um caminho para eleições livres.
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