U.S. President Donald Trump tem adotado cautela diante dos protestos em massa no Irã, com avaliações de que a comoção pode não ser suficiente para desafiar a liderança clerical de Teerã. O tom tem sido de observação, sem apoio explícito à oposição.
Nos últimos dias, Trump avisou às autoridades iranianas sobre consequências severas caso haja repressão aos manifestantes, porém manteve uma postura de aguardar para agir. Em declarações a programas de rádio, ele afirmou que episódios de violência contra civis seriam respondidos com duro impacto, sem detalhar ações iminentes.
Entretanto, grupos de direitos humanos afirmam que as forças de segurança teriam causado mortos e feridos em confrontos com manifestantes. Trump também mencionou, em entrevista à Fox News, que os distúrbios do passado envolveram denúncias de agressões macrophiang, sem confirmar medidas concretas.
Reza Pahlavi, exilado e filho do Shah, pediu publicamente maior envolvimento dos EUA, mas o presidente indicou estar aberto apenas a observar como a crise se desenrola antes de apoiar um líder da oposição. Pahlavi reside nas proximidades de Washington e utiliza redes sociais para mobilizar apoio.
Na avaliação da comunidade de inteligência dos EUA, as manifestações ainda não teriam colocado em risco a liderança do Líder Supremo Ali Khamenei. Analistas indicam, porém, que o movimento ganhou impulso ao alcançar redutos históricos de oposição, aumentando a percepção de evolução da crise.
A CIA não comentou o conteúdo das avaliações, e o governo reforçou que, se houver violência contra manifestantes pacíficos, haverá resposta contundente. Enquanto isso, Trump tem priorizado outras questões internacionais, mantendo foco na política interna.
Especialistas ouvidos destacam que o presidente busca um equilíbrio entre apoiar o descontentamento popular e evitar comprometer interesses estratégicos na região, privilegiando ações com potencial de ganho rápido. A análise aponta que o entorno de Washington observa a evolução com atenção.
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