Donald Trump voltou a mencionar a Groenlândia, isla ártica sob soberania da Dinamarca, com a possibilidade de aquisição por vias consensuais ou coercitivas. Em fala na Casa Branca, durante uma reunião com empresários do petróleo, ele citou a soberania dinamarquesa como argumento para ações futuras.
O presidente afirmou que a presença de navio dinamarquês há 500 anos não comprova direito sobre a terra, e sugeriu que EUA poderia agir para impedir domínios de outras potências. Em suas palavras, Rússia e China poderiam tomar a ilha se Washington não se movimentar.
A Groenlândia abriga cerca de 56 mil habitantes e tem acordos de defesa com os EUA, incluindo a base militar de Pituffik, no norte. O governo dinamarquês manteve posição de cooperação com Washington para reforçar a segurança na região.
Em tom mais firme, Trump disse desejar negociar a compra da ilha, mas avisou que, se não houver acordo, a defesa do território pode exigir medidas diferentes. O que se discute envolve interesses estratégicos e de defesa antimisseis.
Repercussões internacionais
A.C. europeias manifestaram preocupação e apoio a Dinamarca, aliado da OTAN. Parlamentares pedem cautela para não comprometer a aliança. Governo da Dinamarca reforçou a cooperação com os EUA para manter segurança groenlandesa.
O secretário de Estado, Marco Rubio, informou que mantém contato com o secretário-geral da OTAN e planeja reuniões com representantes europeus para tratar do assunto. O encontro com autoridades alemãs ocorreu na semana seguinte.
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