A União Europeia aprovou por ampla maioria o acordo de livre comércio com o Mercosul, composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A notícia foi anunciada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nas redes sociais.
Ela afirmou que a decisão é histórica e que a parceria visa impulsionar crescimento, empregos e proteger consumidores e empresas europeias. A confirmação permite dar continuidade ao processo, com o Parlamento Europeu ainda preciso para entrar em vigor.
A presidente destacou que, com o Paraguai assumindo a presidência pro tempore do bloco, as tratativas seguem para a assinatura formal. A assinatura no Paraguai está prevista para a próxima semana, sujeita à aprovação parlamentar europeia.
Repercussão no Brasil
No Brasil, lideranças políticas e empresariais saudaram o avanço do acordo. A ApexBrasil estima que o comércio com a UE alcance quase US$ 22 trilhões, com potencial de exportações brasileiras de até US$ 7 bilhões.
O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, comentou que mais de um terço das exportações brasileiras para a região são de produtos da indústria de processamento. Afirmou ainda a relevância de diversificar a pauta exportadora.
O acordo prevê redução imediata de tarifas para máquinas e equipamentos de transporte, incluindo motores, geradores, autopeças e aeronaves. Também há liberações para couro, pedras de cantaria, facas, lâminas e químicos.
As reduções tarifárias serão gradativas para diversos commodities sujeitas a cotas, com impacto esperado na competitividade de setores estratégicos brasileiros. Pequenos ajustes regulatórios devem acompanhar a implementação.
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