Três aspares para o texto: quatro petroleiros que haviam saído da Venezuela em “modo escuro” voltaram a navegar nas águas do país, segundo a estatal PDVSA e o serviço de monitoramento TankerTrackers.com. A operação ocorreu após o embargo dos EUA, iniciado em meados de janeiro, que reduziu as exportações de petróleo venezuelano.
Ao todo, uma flotilha com cerca de uma dúzia de navios carregados e pelo menos três vazios saiu do país no mês passado, aparentemente desafiando as sanções. Entre os embarques, o superpetroleiro M Sophia (bandeira do Panamá) foi interceptado e apreendido pelos EUA ao retornar, e o Aframax Olina (bandeira de São Tomé e Príncipe) foi interceptado, mas liberado para a Venezuela.
Três outros navios da flotilha — Merope (panamenha), Min Hang (Cook Islands) e Thalia III (panamenha) — foram avistados em águas venezuelanas por imagens de satélite na noite de sexta-feira, segundo a TankerTrackers.com.
Desdobramentos diplomáticos e comerciais
Autoridades americanas disseram que Olina seria liberada e destacaram que a próxima etapa envolve o início de exportações de crude, como parte de um acordo de cerca de US$ 2 bilhões entre Caracas e Washington, ainda em negociação. Trump informou, em reunião com executivos do setor, que as tratativas para o fornecimento avançaram.
Housings globais Vitol e Trafigura receberam, nesta semana, as primeiras licenças dos EUA para negociar e transportar as exportações venezuelanas, segundo fontes. Também há expectativa de suprimentos de nafta para o país, conforme apurado.
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