O segundo turno das eleições em Myanmar, organizado pelo regime militar, ocorreu neste domingo com longas filas em várias regiões. A votação segue a primeira fase, contestada por não haver oposição significativa e prevista para consolidar o controle da junta.
O processo é conduzido pela União Solidarity and Development Party (USDP), apoiada pelo regime, após a dissolução da Liga Nacional para a Democracia, que venceu as urnas em 2020. Partidos anti-junta foram impedidos de registrar, e grupos rebeldes não participam.
A votação de 265 de 330 townships ocorrerá até 25 de janeiro, incluindo áreas sem pleno controle da junta. O pleito é visto por observadores internacionais como duvidoso em termos de transparência, representatividade e credibilidade.
Contexto: a rejeição internacional é centrada na falta de uma oposição significativa e em condições favoráveis à USDP. Países ocidentais, ONU e grupos de direitos humanos afirmam que o pleito não é livre nem justo sem concorrência relevante.
Dados de referência apontam tensões amplas no país. Desde o golpe de 2021, a violência tem registrado milhares de mortos e deslocamento massivo. Estimativas da ONU apontam cerca de 3,6 milhões de deslocados no território.
Analistas destacam que a legitimidade de uma administração militar é contestada em nível internacional. A junta sustenta que as eleições devem trazer estabilidade e um futuro melhor para o país, diante de uma crise humanitária grave.
Declarações da liderança militar ressaltam que o processo é bem-sucedido. Em recente visita, o chefe da junta ressaltou o aumento da participação e pediu maior mobilização para ampliar o comparecimento às urnas.
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