A Alemanha rejeitou veementemente as afirmações feitas por Robert F Kennedy Jr sobre ações legais contra médicos por conceder isenções de vacinas e uso de máscaras durante a pandemia de Covid-19. O governo afirmou que as informações são infundadas e incorretas. Kennedy divulgou um vídeo no X alegando perseguição a médicos, sem apresentar fontes.
A ministra da Saúde, Nina Warken, disse que as declarações são totalmente sem embasamento e devem ser rejeitadas. Kennedy, conhecido cético da vacinação, afirmou ter enviado uma carta a Warken pedindo o fim de persecuições políticas contra médicos. Ele não apresentou evidências ou fontes.
O posicionamento do governo foi reforçado por um ex-ministro da Saúde, Karl Lauterbach, que criticou Kennedy e ressaltou que, na Alemanha, não houve obrigação de aplicar vacinas contra a Covid-19. Segundo o ministério, a punição ocorre apenas em casos de fraude ou falsificação de documentos.
Reação do governo alemão
Warken explicou que não houve obrigatoriedade de vacinação durante a pandemia e que apenas condutas fraudulentas ou de falsificação foram punidas. Em termos gerais, pacientes também têm liberdade para escolher o tratamento desejado.
Lauterbach afirmou que, no país, os tribunais são independentes e que médicos não são punidos por emitir certificados médicos falsos. Kennedy é apontado como defensor de teorias conspiratórias associadas a desinformação sobre vacinas.
Kennedy mantém críticas a políticas de saúde e apoiou várias teorias não comprovadas. O tema envolve debates sobre autonomia médica e decisões individuais durante a crise sanitária, com forte oposição à visão defendida pelo americano.
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