Donald Trump voltou a lançar falas sobre Greenland, defendendo a ideia de que o território poderia ser essencial para a segurança nacional dos EUA e admitindo a possibilidade de obtenção por meios militares. A fala repercute na relação com a Dinamarca, aliada da Otan, que tem soberania sobre Greenland.
A possibilidade de forçar uma mudança de controle levanta o debate sobre o papel da Otan. Caso os EUA avancem, Washington poderia enfrentar uma consulta de Artigo 4 e, em seguida, a defesa coletiva prevista no Artigo 5, envolvendo membros da aliança.
Especialistas veem o tema sob a ótica histórica. Acenos de Moscou aos aliados durante a Guerra Fria mostraram que a intervenção podia destroçar a coesão do bloco. Defensores da cooperação defendem caminhos que mantenham bases existentes sem provocar rupturas.
Analistas destacam que Greenland abriga bases militares desde 1941, criadas para apoiar a participação dos EUA na Segunda Guerra Mundial. O cenário atual não é somente estratégico, mas também envolve a relação entre EUA, Dinamarca e a Otan, segundo especialistas.
Para entender o impacto, alguns historiadores lembram lições da dissolução do Pacto de Varsóvia. A percepção de segurança coletiva depende da confiança entre os membros e do equilíbrio entre interesses nacionais e alianças, dizem eles.
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