Britânicos afirmaram que discussões com aliados da OTAN sobre dissuadir atividades russas no Ártico seguem ‘business as usual’, após reportagens sobre possível missão em Groenlândia.
A Telegraph informou que chefes militares britânicos e de outros países europeus discutem planos para uma eventual missão da OTAN na Groenlândia, parte autônoma do Reino da Dinamarca. Trump já sugeriu a aquisição da região.
Segundo a reportagem, autoridades britânicas teriam iniciado conversas iniciais com Alemanha, França e outros países sobre a possível implantação de tropas, navios de guerra e aeronaves para proteger Groenlândia contra Rússia e China.
Para o governo britânico, a porta-voz afirmou comprometimento com o fortalecimento da dissuasão e defesa no Ártico, em alinhamento com aliados da OTAN. A transport minister Heidi Alexander reforçou o conceito de deter agressões na região.
Trump tem reiterado a ideia de que os EUA precisam manter controle da Groenlândia para evitar ocupação por adversários, argumento não respaldado por dados públicos até o momento. Não houve evidências públicas de presença chinesa ou russa perto da Groenlândia.
Reações e posicionamentos
Bloomberg News citou países europeus liderados pelo Reino Unido e pela Alemanha estudando planos para reforçar presença militar na Groenlândia, com proposição de uma missão conjunta da OTAN, conforme fontes familiarizadas com o tema.
O Financial Times destacou que negociadores nórdicos rejeitaram as afirmações de Trump sobre navios russos e chineses operando na região, ressaltando a falta de dados que sustentem tais alegações. Dados de rastreamento de navios não indicam presença relevante na área.
A imprensa sinalizou que o objetivo seria convencer Trump a abandonar a ideia de tomar a Groenlândia, aumentando a dissuasão sem provocar escalada regional. Autoridades destacam que as discussões estão em estágio inicial e sujeitas a consenso entre aliados.
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