Donald Trump afirmou, em rede social, que Cuba deve fechar um acordo ou enfrentar consequências, sem detalhar quais seriam. Ele também disse que não chegaria mais petróleo venezuelano nem dinheiro para a ilha.
O discurso ocorre enquanto a Venezuela, aliada de Havana, passa por um choque político após a derrubada do líder Nicolás Maduro. Dados de frete indicam que, desde a prisão de Maduro, não houve cargueiros venezuelanos com destino a Cuba.
Trump afirmou, ainda, que a relação de Cuba com a Venezuela seria recalibrada, citando a crise econômica de Havana. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores cubano recriminou a ação dos EUA e manteve o direito de importar combustível de outros países.
Paralelamente, autoridades venezuelanas pediram que cidadãos dos EUA deixassem o país, diante de relatos de milícias pró-regime organizando bloqueios e checagens de veículos. O Departamento de Estado emitiu alerta de viagem para Venezuela.
Entre reações, legisladores republicanos elogiaram o tom de Trump. O governo de Caracas e Washington avaliam um acordo de venda de óleo venezuelano, com trilha de até 50 milhões de barris, em condições ainda sob negociação.
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