O governo alemão minimizou nesta segunda-feira o risco de uma ofensiva militar dos EUA contra a Groenlândia, após as declarações do presidente Donald Trump sobre a possível tomada da ilha. A posição foi apresentada pelo chefe da diplomacia alemã.
Johann Wadephul, ministro das Relações Exteriores da Alemanha, afirmou que não há indícios de que uma ação militar unilateral esteja sendo estudada seriamente. Ele ressaltou que há interesse comum em fortalecer a segurança na região ártica.
A declaração foi feita após reunião com o secretário de Estado americano Marco Rubio. O objetivo é alinhar planos de segurança com parceiros da Otan, incluindo Dinamarca e Groenlândia, território autônomo dinamarquês.
Contexto das discussões regionais
Wadephul indicou que a Otan está desenvolvendo estratégias conjuntas para a região, com diálogo contínuo entre Alemanha, EUA e aliados. Não houve menção a prazos ou decisões imediatas.
Trump já havia afirmado que poderia agir para obter controle da Groenlândia, argumentando o aumento da atividade militar de Rússia e China no Ártico. A Groenlândia reiterou, porém, que não aceitaria a aquisição pelos EUA em nenhuma circunstância.
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